O Grupo MonteAdriano mantém-se inflexível na sua luta contra as adversidades que a crise da economia europeia impõe de forma mais gravosa ao sector da construção. O ano de 2010 viu o agravar da crise da dívida soberana com grande impacto junto do sistema financeiro português no qual o Grupo tem baseado a sua expansão. Alternamos novamente para um ciclo de implementação de fortes políticas de austeridade com cortes profundos na política de investimento público que vinha sendo implementado como medida para o combate à própria crise.
Perante o contexto adverso, o Grupo teve de agir e adaptar a sua estrutura produtiva e financeira de modo a conseguirmos suplantar os desafios que enfrentamos. A reestruturação do Grupo foi profunda mas incisiva, e julgamos que eficaz, para permitir continuar a suportar a estratégia de internacionalização do Grupo MonteAdriano.
Quando em 2005 iniciámos esta estratégia estávamos conscientes que o processo de internacionalização é um processo de longo prazo, sem efeitos imediatos, pois a estabilização de qualquer mercado necessita no mínimo de 3 anos. Assim, é com satisfação que constatamos que os mercados iniciados em 2009, Brasil e Omã, deram já ambos frutos, contribuindo assim para o volume de negócios do Grupo. O ano de 2010 foi ainda o ano de adicionar mais dois mercados à nossa área internacional: São Tomé e Príncipe e Moçambique; o primeiro já com uma obra adjudicada e o segundo com duas intenções de adjudicação que consideramos muito positivas.
Dos mercados internacionais cuja nossa presença é mais antiga, Cabo Verde, Angola e Roménia, destaca-se positivamente Cabo Verde através do dinamismo que esta economia tem implementado como forma de contrariar os efeitos adversos da crise. O ano de 2010 para o mercado Romeno foi o fechar de um ciclo de execução de obras lançadas no ano de 2008 iniciando-se agora um novo ciclo de expansão. A minha palavra final vai para Angola, mercado por nós especialmente acarinhado, que em 2010 sofreu uma forte contracção. Esta contracção será contrariada em 2011 e 2012 esperando o Grupo desempenhar novamente uma forte participação num novo ciclo de grande crescimento desta economia.
Conseguimos assim estabelecer os primeiros passos de uma estratégia de internacionalização em quatro Continentes, expondo o Grupo a mercados com diferentes ritmos de crescimento diminuindo assim o seu perfil de risco. A estratégia correcta implementada por uma equipa de gestão eficaz, competente e sempre com ambição, mesmo nos momentos mais difíceis, é o único caminho que o Grupo conhece e que já permitiu superar outras crises das décadas 80 e 90. A todos os que participam na concretização desta estratégia os meus sinceros agradecimentos.
Alípio Gomes do Monte
Presidente